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Como minha escuta se diferencia

  • há 13 horas
  • 1 min de leitura
diferencial da minha clínica
diferencial da minha clínica

Por que mudar o comportamento nem sempre basta

Uma diferença de leitura clínica


Em muitas abordagens, o foco inicial recai sobre o comportamento: o que a pessoa faz, o que repete, o que evita, o que precisa mudar.


Esse nível de leitura pode ser importante.


Mas, na clínica que desenvolvo, o comportamento não é tomado como ponto final. Ele é uma expressão visível de uma organização psíquica mais profunda.


Por isso, diante de uma repetição, não pergunto apenas:

“Como mudar esse comportamento?”


Pergunto também:

“Que estrutura interna precisa manter esse comportamento funcionando?”


Essa diferença muda a direção do trabalho.


Uma pessoa pode repetir relações destrutivas, por exemplo.


Uma leitura mais comportamental poderia perguntar:

“Por que você escolhe sempre pessoas indisponíveis?”

“Que atitudes precisa mudar para escolher melhor?”

“Como estabelecer limites?”


Essas perguntas podem ter valor.


Mas, em uma leitura estrutural, é preciso ir além:


Que parte da psique reconhece o amor apenas quando ele vem misturado à falta?

Que imagem interna de vínculo foi formada cedo demais?

Que defesa impede o sujeito de suportar uma relação mais inteira?

Que tipo de repetição tenta manter viva uma cena antiga ainda não elaborada?

Que estrutura interna confunde desejo com ameaça, presença com invasão ou amor com abandono?


Nesse ponto, a clínica deixa de trabalhar apenas com a correção do comportamento e passa a investigar a organização profunda que sustenta a repetição.


Porque, muitas vezes, o sujeito não repete porque “não aprendeu”.


Repete porque uma parte de sua estrutura ainda está presa a uma forma antiga de sobreviver.

 
 
 

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Trabalho clínico e formação orientados por uma visão estrutural, simbólica e evolucionista do ser humano.

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